domingo, 10 de abril de 2011

Nosso [abalado] Mundo...


Abril, 2011.

Sabe a sensação mais estranha, mais psicadélica que você já sentiu. Consegue se lembrar? Eu falo em relação a tudo, seja relacionado a sentimentos, a drogas, ao álcool, a uma alegria ou tristeza. Eu estou falando daquela sensação tão maluca que você se pega no meio de uma tarde chuvosa de sábado se perguntando: “Será que isso realmente aconteceu?!". As vezes chega a parecer um sonho de tão surreal. Tem horas que você ri sozinho ao lembrar, depois dá uma vontade de chorar. Aí você para e pensa... pensa... pensa... E aquilo fica martelando na sua cabeça o tempo inteiro. Você quer falar pra alguém, mas não dá, é muito estranho pra ser entendido, se nem você mesmo entende, por que os outros irão entender?

Eu ainda estou me perguntando: "Como é que pode, se são diferentes, serem iguais?!". Um é bossa nova o outro movimentação, um lhe ganha pelo charme, o outro pela simpatia, um de terras estranhas, o outro de terras já desbravadas; um fala 5 e o outro provavelmente 2... E por que o jeito de me surpreender com um leve toque no rosto é exatamente igual. Pensei que nunca mais sentiria seu abraço, mas senti. Jamais imaginei rever seu jeito sutil de ajeitar a camisa e olhar as horas, mas revi. E agora, quem é quem? Como pude me deixar levar por uma ilusão e achar que você estava aqui comigo mais uma vez... Será que fui fraca? Não, não fui... O destino não foi honesto comigo, a sorte usou de má fé, e a vida... a vida me deu um golpe baixo e sujo com ajuda da saudade... Conseguiram, me deixaram totalmente confusa. Sabe, acho que a brincadeira sem graça que o tempo idealizou foi boa, a parte ruim é que a ferida já quase cicatrizada voltou a sangrar, uma hemorragia incontrolável, que tá doendo tanto, tanto, tanto que estou quase me acostumando com sua presença.

As lembranças foram reavivadas... Estou querendo enganar a mim mesma, estou sendo desonesta com um, mas com qual? Se ao menos eu tivesse você de novo comigo... Eu não te deixaria preso no passado e arrumaria algum jeito de você estar ao meu lado de novo... Mas e o futuro?? E o presente?... Não é você que está nele... e sim você. Como pode isso?

A respeito da chuva, ainda cai, esplendorosa e elegante em uma madrugada... Alguém lá em cima derrama as lágrimas que aqui em baixo eu não consigo derramar.

Até Breve...


Ass: A Dona das Gotas de Marfim.