quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Ela diz e Ele não acredita.
Setembro 2015,
O ultimo dia do mês me trouxe uma surpresa. Os últimos dias sempre me trazem surpresas. Uma pena a surpresa de hoje ser triste.
Eu tive um sonho, e essa foi a surpresa. Foi ter esse sonho.
No sonho eu caminhava por um jardim lindo e iluminado pela luz do sol, mas ja era meia noite, como o sol ainda estava ali? O jardim tinha cheiro de chocolate e cerveja, e tinha uma adrenalina solta pelo ar que contagiava tudo, era como andar por um jardim proibido, secreto. E aquilo virou um labirinto, e quanto mais eu andava, mas queria estar perdida e contagiada por aquela musica que tocava e me alucinava. De repente eu encontrei uma gaiola, e algo me atraiu pra perto daquela gaiola. O cheiro de chocolate com cerveja vinha de la, e o pássaro preso la dentro era quem cantava a musica que me deixou alucinada. Algo me mostrou que o perigo era justamente me aproximar do pássaro, e abrir sua gaiola. E como a boa menina má que sou, abri a gaiola e disse: voa pra mim? E nessa hora o sol se apagou e deu lugar a chuva, a musica se calou e o cheiro de chocolate sumiu, so ficou o de cerveja regada a choro e lagrimas. E o pássaro me olho e nos seus olhos eu vi correntes. Correntes presas a sua alma. Como um espirito acorrentado pode ser livre? E o pássaro me olhou e me olhou. E ali ele ficou, com um semblante triste, com uma alma pesada das correntes que prendiam seu coração tão bom, tão grande. Sabia que os pássaros presos não cantam? Eles choram. Porem, não se pode fazer nada quando se escolhe chorar ao invés de cantar.
Eu deixei sua gaiola aberta pássaro, mas so quem pode sair dela é você!
Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Eis o que eu posso te oferecer
Setembro, 2015
Um moço bonito de olhar cheio de carência deixou em pedaços o meu coração. Um rapaz tão sortudo, mas que não exibia sorrisos, deixou os meus nervos de aço no chão! Fiz uma pequena adaptação da musica pra ver se você se percebe nela. Será que você se reconheceria? Será que veria o quão bonito é por dentro e por fora?
As vezes pedimos amores e ganhamos amigos... Ou melhor, perdemos horrores e ganhamos amigos! Ganhei um amigo, mas ele não sabe como ele é especial, impar no mundo, único em sua essência! Tem defeitos e qualidades, mais qualidades que defeitos, defeitos apagados pelas qualidades!
Eu o vi, mas não o vi. Eu o vi por dentro, só os que ja sofreram podem ver uns aos outros na sua face mais profunda, aquela mais se esconde. Eu o vi ali totalmente despido de qualquer mascara para tentar esconder que em seus olhos duas lagrimas pesavam e lhe travavam o sorriso. Eu o vi ali, precisando de um abraço, de um carinho, de um amigo, porém ele nao se viu assim. Ele nao quer se ver assim. Talvez, quem sabe se o moço dos olhos castanhos e da pele morena convidativa se visse no espelho, talvez ele se apaixonasse por si mesmo... A rapaz, me caro amigo, isso lhe cairia tão bem, isso seria tão proveitoso pra você. Porem, esqueçamos as cobranças, os conselhos, as criticas... Apenas se desarme e me abrace!
Pois tudo que ofereço, é meu calor, meu abraço e meu silencio, aquele que cai sempre bem nas horas perdidas dos dias confusos de amores mal resolvidos.
Então moreno, se chega aqui. Se chega aqui perto! Se chega e abraça aqui dez segundos e so abraça.. Esquece o mundo. Abraços tem poder curativo, e vc não sabe o quanto o abraço de um amigo alivia. Faz vc perder 2 lagrimas que pesam. Que quando caem um leve sorriso abre. E isso melhora tudo. Então so se chega e abraça, que eu te garanto meu abraço mais sincero, minha amizade mais pura, e meu silencio absoluto!
Como eu disse, pedimos amores e deles lhes roubamos os amigos. Que a tristeza saia, ela não combina com a nossa amizade!
Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.
sábado, 12 de setembro de 2015
Um Sol eu sou para o seu Mar, óh meu amor!
Setembro, 2015
E eu estou aqui, sentada a beira da praia com uma caixa de lembranças e fotos sobre as minhas pernas. A brisa do mar bagunça meu cabelo e faz tremular a fita que se prende a caixa, como se quisesse passar a mensagem de que eu devo abri-la!
A caixa sobre as pernas, uma mão mexe o cabelo e a outra segura o celular, na esperança inútil de ver as horas passarem mais rápido. Olhei pro mar ali na minha frente, tão bonito, tão misterioso, beijando a areia calmamente. Quantas histórias ele tem pra contar, quantas despedidas ja viu, quando beijos de amor, quantos finais nada felizes, quantas lagrimas se misturaram as suas águas que hora são cristalinas como os sentimentos de amor, hora turvas como o ódio e o rancor dos corações despedaçados.
O sol se pondo ao fundo, se chegando no mar aos poucos torna tudo mais bonito, faz tudo parecer um quadro, uma fotografia. E o vento continua balançando meus cabelos e me hipnotizando, e eu continuo olhando pro celular e esperando respostas pras duvidas que eu nem sei quais são.
De repente eu sinto você chegar de mansinho, um beijo no meu pescoço, não chega muito perto pra não me molhar. Solta ali a companheira das ondas boas e ruins, ela também merece o descanso. Se chega mais perto, me olha no fundos dos olhos e fala: Linda! Um beijo doce com gosto de mar faz a minha tarde ser mais feliz. E eis a resposta pra minhas duvidas.
Agora se vocês me dão licença, vou jogar a caixa no mar. Não, eu não a abri, são apenas histórias, que foram bonitas, que foram boas, porém... apenas foram, não voltam mais. Serão apenas mais histórias pro velho mar contar pra quem quiser ouvi-las em fins de tarde. Ah, e quanto ao fato de olhar sempre pro celular, é só pra nao perder nunca a hora de ver o meu garoto do mar voltar, me beijar e me falar: linda!
Bom fim de tarde aos que amam, aos que beijam, aos que se apaixonam. Aos que não amam, fica bem!
Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Die Farben
Setembro,
Era uma vez uma madrugada fria, em um tom escuro de noite sem lua e com poucas estrelas. O sono demorava a chegar e a insônia calmamente me fazia companhia, uma companhia sutil e agradável. Em meio a uma conversa perdida e desastrosa com meus pensamentos, eu fechei os olhos ali por alguns minutos na tentativa de acalmar o pequeno coração que sofria ali tentando se esconder.
E ai ao fechar de olhos eu nao adormeci, mas foi o repouso suficiente pra sentir ele chegar. E ele chegou, e ai ao meu lado deitou e me abraçou. Calmo, em silêncio, pra nâo me acordar!
Nenhuma palavra, nenhum movimento! Qualquer movimento estragaria tudo, porém um deles foi inevitável, deixar escapar uma gota de marfim, uma peróla de água que escorreu lentamente pelo rosto. E na tentativa de aliviar minha dor ele me fez dormir.
Era um vez um sonho, e nele uma viagem de um casal a um lugar especial. Era uma vez uma viagem, e essa viagem tinha tom laranja e sabor de torta de maçã com cheiro de chuva e sol juntos. Era uma vez uma torta de maçã, quentinha saindo do forno, servida deliciosamente por mãos delicadas que acariciaram meu rosto. Era uma vez um abraço, e um beijo selando a paz entre dois corações que pulsavam felizes ao sentir a presença um do outro, e esse pulsar arrancava meios sorrisos e alegrias espontâneas. Era um vez duas almas, dois corações, duas vidas, um amor. Era uma vez uma viagem, que acabou sem ter começado, que foi sem ter chegado, que deixou saudade sem ter sido vivida! Era uma vez a cor laranja que nunca foi vista, a torta que nunca foi saboreada e os sorrisos que não existiram. Os sorrisos... os sorriso existiram, e vão sempre deixar saudade! Era uma vez um sonho que acabou quando ele voltou pra onde agora repousa. Era uma vez um sonho, que eu sonhei ter sonhado e que eu sonhei ter vivido. E ele se foi como ele sempre vai, sem abraço, sem tchau, sem até logo, a despedida que nunca houve e nem haverá. Era, apenas, só mais uma vez...
Até breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Um aperto que acalma e alivia
Setembro, 2015.
Ei você, vem aqui, volta e me abraça!
Sim, isso. Me abraça com a força que só você sabe abraçar, daquele seu jeito de me prender e me tirar o ar, de me fazer fechar os olhos lentamente enquanto você me mantem entre os seus braços.
Hoje está fazendo um frio terrível, e o seu abraço faz esse frio passar! O seu abraço quente, com a respiração ofegante ao pé do meu ouvido. O seu jeito sutil de deslizar os dedos calmamente pelo decorrer dos meus cabelos longos, que você adora. Os mesmo dedos que caminham bem devagar pela minha cintura, que me causa arrepio e que faz o ar faltar.
E quando você me agarra pela cintura e me puxa pra perto? E o seu sorriso aqui no meu ombro visto pelo espelho? E esses olhos, pequenos e atentos? Esses olhos... Esse abraço... Esse você, que me tira do chão por segundos que duram vidas!
Volta aqui, só mais um abraço. Sim aquele seu abraço, aquele que eu adoro e que me tranquiliza. Vem aqui, me olha de novo e me abraça!
Ei, você! Volta, não vai, fica e me abraça! É dentro do seu abraço que eu quero estar agora. Se for pra me prender junto a você, me prenda no seu abraço, aquele com gosto de fim de tarde, de chegada, de despedida, aquele seu abraço!
Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.
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