quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

o silêncio [dos culpados]


Dezembro, 2012

"Nunca conte o motivo real de algo que você fez a não ser que seja útil contá-lo."
Não lembro onde vi e nem o autor de tal frase, mas gostei.

Até breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Poesia de Cego


Dezembro, 2012.

"Meu bem,

Quantos anos? Um, dois... Seis ou Sei lá?
Quantos minutos perdidos? Quantas horas disperdiçadas? Madrugadas de sono perdidas com promessas profanas, com desejos proibidos. Cada pedacinho de rua era tão familiar como nossa casa, aliás, eram de fato o nosso templo...
Como podemos perder o controle, aonde erramos? E se de fato houve erro, de quem foi, quando e como?
E as gargalhadas? E os momentos divertidos? E as lágrimas? Aonde estão?
Diga-me, por favor que não foi tudo em vão, que tudo o que vivemos não foi simplesmente esquecido. Como esquecer cada defeito que por mais estranho fazia parecer perfeito?
Já faz um certo tempo que me pego em meio ao nada relembrando os nossos momentos, e eu fico me perguntando constantemente aonde o trem desandou,em que parte a corda arrebentou, quem soltou a mão do outro... Dá uma vontade louca de correr, de querer que tudo acontecesse de novo. Será que já realmente faz tanto tempo assim???
Por que tinha mesmo que ser assim?
Você podia ao menos ter me contado uma história romântica, que não fosse a nossa.
Mesmo com o tempo me massacrando cruelmente e insistindo em passar cada vez mais rapido, a ferida ainda dói e lembrar de você me faz sofrer...
Diga que não esqueceu e que não foi em vão...
Quanto tempo mais?
Veja bem meu bem, ainda estou aqui, mesmo contra a minha vontade.

À você, meu melhor humor."


Homenagem à uma amiga de longa e linda data que me presenteou com essa carta que nunca foi entregue. E como ela sempre fala: "Dor libera endorfina, endorfina alivia a dor."

Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.