sábado, 31 de dezembro de 2011

sábado, 24 de dezembro de 2011

Hohoho....




Dezembro, 2011.

Querido Papai Noel,

Bom, nem mesmo sei se o Senhor existe, mas se existe, escute a prece de uma pobre alma infeliz que não tem a quem recorrer.
Esse ano eu sei que não fui uma boa menina, eu fiz coisas muito ruins, fiz coisas boas também, mas acho que não fui uma donzela exemplar.
Papai Noel, esse ano eu destrui sonhos de um garoto, no entanto, lhe mostrei o quanto é divertido viver e perceber que 5 amigos valem muito mais que uma namorada, lhe dei também a carta de liberdade para novas descobertas em um velho mundo. Conheci marinheiros que me infeitiçaram com os encantos do mar e com isso fiz com que alguem sofresse, e esse alguem era eu. Também aprendi com os tais marinheiros a lenda de uma sereia e a coloquei em pratica. Deu certo sim.
Papai Noel, eu sei que fui e estou sendo muito egoista quando sinto uma saudade que é só minha, que nunca será apagada. Eu sei que nao deveria senti-lá, mas é quase que inevitavel, é como uma ferida que nunca cicatriza. Sei também que estou sendo tola e que as vezes sofro por burrice minha, por minha culpa!
Sei também que causei transtornos, tempestades, maremotos e tremores. Mas é de meu conhecimento também que eu trouxe muita alegria a pessoas desacreditadas e com vidas miseraveis, mostrei como é divertido viver e ver a simplissidade e curtir toda a essencia da vida. Aprendi que preconceito é uma coisa nojenta, que esta em sua cabeça. Se você não o tem, a vida é bem mais legal.
Redescobri o amor, e conheci o sofrimento. Entendi o verdadeiro significado da palavra PAIXÃO e compreendi o sentido e a essencia da SAUDADE, e agora posso dizer: dói senti-la, e dói muito mais não tê-la.
Querido Papai Noel, não quero pedir nenhum presente, quero agradecê-lo por esse ano. Por todas as descobertas, todas as pancadas, por cada beijo, cada abraço, todas as chegadas inesperadas e despedidas dolorosas. Muito obrigada por ter me dado a chance de ver a vida de vários ângulos diferente, como em um espectro. Obrigada por ter me mostrado que eu posso tudo, que a unica barreira que existe entre eu e os meus sonhos sou eu mesma. Muito Obrigada Papai Noel.
E pra não perder a oportunidade, vou pedir uma coisinha. Que eu continue sendo feliz, do meu jeito. E que assim seja.

Até Breve Papai Noel, e um feliz natal pro Senhor, eu sei que o Senhor merece!

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Viva forró!




Dezembro, 2011.

Estamos perto do glorioso final de ano(amém, isso é prova que Deus existe). Orgulhosamente Nordestina, eu tenho um prazer enorme em dizer que gosto deste som que representa o nordeste perfeitamente, este nomeado de FORRÓ.
À todos que gostam de forró, seja ele o forró elétrico, o romântico meloso, arrastapé, quadrilha de são joão, forró pé-de-serra, seja qual for, vamos comemorar por que hoje é comemorado o dia nacional do forró.
E eu concordo plenamente quando o grande Mestre Luiz Gonzaga diz que "Todo tempo quanto houver pra mim é pouco, pra dançar com meu benzinho numa sala de reboco."
Por isso que eu não canso de dizer que é PROIBIDO COCHILAR e que nesse XOTE DAS MENINAS, aqui nessa SALA DE REBOCO, o candeeiro tá aceso mas pode apagar e ficar um FORRÓ NO ESCURO, e se você for embora meu amor eu vou morrer de saudade, e SAUDADE DÓI! Terei que sair desta festa danada de boa, só me restará A TRISTE PARTIDA pra casa.
E vamo dançar meu povo, por que se existe trio melhor que SANFONA, ZABUMBA E TRIANGULO, esqueceram de avisar aqui na nossa terrinha.

Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Diz-lhe numa prece, que ele regresse...



Dezembro, 2011.

Coloquei minha melhor roupa e me maquiei, do jeito que sei que você gosta. Coloquei também aquele perfume que você me disse que adora, estava do jeito que você gosta de me ver, linda!
Sai no carro e fui ao nosso local de encontro, aquele barzinho de esquina, sem muito movimento, bem ao seu estilo, nada de chamar a atenção.
Cheguei e o garçom, nosso velho conhecido, já trouxe logo a bebida que você sempre pede pra mim, e me perguntou: "Estás só nessa noite de sábado? Onde está o amado?"
E eu o respondi com um sorriso no rosto, aquele sorriso que você não cansa de dizer que é lindo, respondi: "Meu bom rapaz, o amor desta boba está a caminho..." E dei aquela gargalhada serena, aquele que você diz que gosta de ouvir, que lhe faz bem.
Pois bem, o tempo começou a passar e nada. Nem pedi e quando menos esperei o garçom trouxe-me outro drinque. Eu imaginei que talvez fosse algum imprevisto, coisas do transito, do trabalho... E o tempo infelizmente insistia em passar, cada vez mais rápido, cada vez mais chato.
Bom, eu estava ficando preocupada, resolvi ligar. Foi em vão...
O terceiro drinque estava quase chegando ao fim quando eu me peguei olhando atentamente para o celular e pedindo quase que em um apelo desesperado que ele tocasse, e que fosse uma chamada sua me dizendo que já estava perto. Em um momento o desespero tomou conta de mim e eu estava esperando a mesma ligação, só que eu queria que você me falasse que ocorrerá um imprevisto e que não poderia me ver. Porém, a dor e o silêncio da incerteza fizeram arder meus olhos e eu olhei para o garçom e disse: "Meu caro amigo, sirva-me mais um drinque por favor, só que dessa vez eu quero aquele que ele sempre pede." O Garçom, coitado, já acostumado a ver cenas assim atendeu ao meu pedido com carinho e me serviu o melhor drinque de seu cardápio.
A maquiagem perfeita, ficou borrada, exatamente daquele jeito que você não gosta. O sorriso transformou-se em um semblante de raiva e dor, como aquele que você pediu para que eu nunca usasse. O drinque agora era aquele que você odeia quando eu teimo em tomar. Fiz tudo que você não gosta que eu faça, talvez assim você me dê atenção. Mas nem isso funcionou.
Peguei as chaves do carro, e sai, voltei para casa.
Em casa, abri minha melhor garrafa de Vinho do Porto, aquela mais cara, que você adora e que eu comprei especialmente pra você. Pois bem, fiz questão de degustar cada gota do vinho, sozinha! Essa noite eu deitei na cama, minha cama, aquela que você adora por que tem meu cheiro, deitei e dormi, dormi leve. Resolvi não me entregar em seus braços, essa noite, entreguei nos braços de Morfeu, e com um nó na garganta lhe supliquei que não sonhasse com você!
Que fique claro a indignação de uma mulher que lutou até a ultima ponta para não se apaixonar. Que afastou de si todas as mil e uma faces do maldito amor. Essa mulher que se mostra como uma parede de chumbo e que faz questão de espantar os românticos. Essa mulher um belo dia resolveu então pedir trégua e assumiu que estava de veras apaixonada, e pra quê? Pra ser esquecida como uma flor que começa a murchar, pra sentir saudade e sofrer por alguém que... Certa vez alguém me disse que: "A Maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la." Diga, por favor, que eu estou enganada, é a unica coisa que peço.
E se for pra me fazer sofrer de saudade, faça como se faz com pacientes a beira da morte: diga-me que é o fim, mesmo sabendo que não é isso que eu quero!

Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.