sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Parvm Lvpvs



Agosto, 2015.

E quem sabe se eu sentir falta? É que se chegou bem leve, aos poucos, pra não me assustar.
E se talvez assustar? Bom, pela aparência e pela robustez das vestes da sua estrutura, pelos olhos pequenos e bem atentos como os de um lobo caçando, talvez quem sabe isso assuste.
Será que exite perigo? Talvez ate exista, talvez eu ate corra esse risco. Talvez... bom, quem sabe talvez!
É certa noite, esses tais olhos pequenos me fitaram com um olhar magnetizante, aqueles que estremece a base da sustentação e faz você desequilibrar. E é esse o medo, é essa aparência assustadora que causa o espantamento de pronto, e é exatamente ai onde o risco aparece, no desequilíbrio!
Lobos são assim, cercam as vitimas espiam de longe todos os movimentos e esperam a hora certa de atacar. E quando você menos espera surgem aqueles olhos no meio da escuridão com aquela respiração ofegante e o barulho dos passos rápidos na sua direção. Seu coração acelera e você vê o risco de um ataque certeiro, porem a criatura que se aproxima é tão magica, tão admirável em toda a sua rusticidade que você se encanta com aquele barulho erudito de músculos pulsando e lhe cercando. E é nesse momento que você fecha os olhos e se deixa levar na hipnose do ataque, as pernas tremulam e você vira alvo fácil de ataques que chegam a causar uma sinestesia de emoções e o cérebro delira. E é ai que você vira mais uma vitima, mais uma estatística, mais uma com histórias pra contar sobre lobos e seus ataques sorrateiros em noites de lua. E quando você conta as historias, dizem que os lobos voltam, e como se manter longe deles? o medo corre de mãos dadas com a adrenalina e você pensa: avribvs teneo lvpvm...


Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.


segunda-feira, 24 de agosto de 2015

alea iacta est



Agosto, 2015

O sol desponta quente e claro no nascente e vai abrindo toda a sua cor dentro do quarto. Tudo revirado, parece que um terremoto passou por aqui. Copos espalhados pelo quarto, um mar vermelho de vinho mancha o chão branco, roupas pra todo lado. E aquela cor branca do sol chega a cegar.
Mas o que houve?
Talvez isso não venha ao caso agora. Olhei meio torto por cima do lençol e a caixa de sombras e sonhos perdidos estava ali meio que aberta. Talvez todos os sonhos liberados de uma vez só tenham causado essa confusão que sai de mim e se reflete no ambiente.
E toda essa confusão vai fazer sentido. Sim, uma tormenta, um maremoto, tudo intenso, tudo junto. Agora é tentar levantar e andar pra redenção, pra igreja de todos os bebâdos.
E daí se eu sumir, e dai se eu fingir, e dai se eu quiser.
É que ainda me restem mais 3 vidas e 3 doses.

Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

No meu olhar mais doce


Agosto, 2015.

Sempre aqui, assoprando as velas sozinha. A alegria do dia 13 sempre se transforma em lágrimas que caem do meu queixo e secam sem tocar o chão. E é sempre assim, pelos cantos, escondida,pra ninguém me ver chorar, pra que você não me veja chorar, mas você sempre vê não é?!. A dor começa a dar lugar a saudade. Sim, saudade das suas brincadeiras, do seu jeito de olhar as horas, do sotaque e do "R"; dos apelidos, dos sorrisos, das brigas, de você! E eu sei, que por onde for vou carrega-lo em cada sorriso meu, em cada gesto bom e em cada abraço que eu der. Por que você sempre foi e sempre será o melhor de mim, o mais puro sentimento, que ainda vive e pulsa aqui dentro. Que os dias 13 continuem a ser menos dolorosos que os dias 16, mas sempre com a mesma saudade, com a mesma lembrança. Aonde quer que você esteja, é hora de assoprar a velinha e fazer o pedido. A você duas Gotas de Marfim e um pedaço de bolo. Feliz aniversário!

Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.