domingo, 31 de janeiro de 2016

Just, Buh!



Janeiro, 2016.

Ei moça, eu vi você sabia! Eu vi você de longe, em uma foto, bonita por sinal! Sim a foto era linda, e você sabe o por que moça? Por que o seu sorriso roubou toda a luminosidade da imagem pra você. O seu olhar capturou toda a alegria daquele dia e seu rosto refletia paz e felicidade de um coração, antes triste, agora cheio de paz, cheio de você, moça!
Moça, você sabia que a alegria lhe deixa bonita? Sim, a mesma alegria que lhe é roubada todos os sábados a noite quando insistes em atuar de feliz quando na verdade estais atormentada. Atormentada pela insegurança, pelo medo, pelo não gostar, pela solidão e por um adeus que nunca foi dado e que sempre assusta só de ser lembrado.
Seu sorriso tá bonito moça, e como tá! Você sorri de feliz, de amada, de liberta, de viva! Sim moça, você sorri por que percebeu que esta viva, e isso não é bonito? E exatamente bonito assim como seus olhos, assim como seu sorriso assim como seu jeito de moleca danada que faz bagunça escondida só pra não ser castigada, mas que ri e zomba daqueles pensam que podem te controlar e te manter trancada. Mal sabem esses tolos que, almas libertas não podem ser aprisionadas, nem por correntes, nem por grades e muito menos por amor disfarçado de amarras.
Moça, escuta só mais uma coisa: não perde o riso não. Não deixa sumir a sua graça. Você é bonita moça, você é cheia de graça. Você é, apenas, moça liberta e danada!


Ate Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

E é aqui onde a gente para!



Janeiro, 2016.


E a cá estamos mais uma vez, nessa nossa louca brincadeira de ciranda onde só ficamos rondando um ao outro e nada fazemos.
E aqui esta você nevoando meu pensamento com uma risada que insiste em ser um vislumbre do que um dia foi sem ter sido, que foi desejado e que foi largado antes que pudéssemos dizer amém um ao outro e pular pra parte legal do nosso filme, que era pra ser longa e virou curta-metragem.
E ai você me toma os sentidos, me rouba a sanidade, sequestra meu pensamento e torna-se senhor da minha risada contida, do riso comedido e escondido no canto da boca quando lembro seu jeito de esconder o que sente, de fingir nao ter raiva e de ser escancaradamente carinhoso quando (e sempre que) quer.
E ai estou eu, mais uma vez me expondo, sendo de novo exagerada como o signo ordena, e com a certeza de que lhe roubei dois sorriso, uma surpresa e um rosto corado, talvez pela saudade, talvez pela duvida ou até mesmo corado pelo simples fato de ser eu lhe usando como minha inspiração secreta.
E é aqui, é exatamente aqui onde damos um freio, onde lembramos quem somos, o que escolhemos, o que devemos e o que nao podemos. O que não podemos... infelizmente (ou felizmente, é só questão de ponto de vista), é o que mais queremos!


Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Eu digo: me devolva o que tirou daqui!




Janeiro, 2016.


E ai você chegou.
E você chegou assim, e ficou assim, e me amou aqui!
Bem aqui você o achou, e como se achasse algo a muito perdido e a pouco encontrado o agarrou, o abraçou e tomou para si como se fosse seu. E sem que eu percebesse você já estava com ele nas suas mãos. As mesmas mãos que carregam uma marca pesada que a muito se instalou e que você pouco importa de esconder. A mesma mão que o segura tão pequeno, tão indefeso e tão cansado de chorar trancado e a sós, essa mesma mão mostra toda a crueldade que carregas, de apenas querer brincar, de apenas querer usar. A marca nas mãos se torna evidente e você me tira a duvida sobre elas pacientemente como se tal fosse normal, e ai sem que eu me desse conta você o levou embora.
E ai você o roubou, sem que eu percebesse, assim o levou.
Numa noite eu vi o pequeno baú aberto e solitário largado em um quanto do quarto e o susto se apoderou de mim e governou meus sentidos guiando-os para a pergunta insistente: onde ela esta? tão pequeno, tão magoado, tão fragil! Quem o levou?
E pra que você o levou? pra ornar o seu altar particular?
E ai você some, e me devolve ele. De novo o tenho em minhas mãos, e agora devidamente trancado dentro do baú, de onde seu choro não incomoda a ninguém. Lá é o seu lugar, onde nao possa se magoar.
E aí você voltou, e ele se alegrou. Falsas promessas, ilusões criadas e eu pergunto: pra que? Qual a sua intenção?
E eu ascendo uma vela e faço uma oração a cada vez que meu pobre coração se alegra com suas rápidas chegadas e partidas, eu rezo pedindo proteção sempre que você demonstrar me querer. Oro compulsivamente e acendo mais velas a cada vez que você resolve pegar em suas mãos esse pobre coração.
Só um ultimo pedido, ou você resolve cuidar ou me devolva o que tirou daqui.


Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim