sábado, 19 de novembro de 2016

Deixe ir.



Novembro, 2016.

Querido Deus,

Eu sei que o Senhor não tem mídias sociais e muito menos lê blogs. Mas eu sei também que você vê tudo, então de alguma forma vai ver esse meu pequeno desabafo. Desculpe Senhor, mas infelizmente ou felizmente, eu sou melhor com textos do que com orações. Perdoe!
Tenho tanta coisa pra falar com o Senhor que eu nem sei como começo. Bom, primeiro, obrigada absolutamente por tudo, e desculpa ai pelas besteiras.
Deus, seria pedir muito que o Senhor, dentro de toda a sua enorme bondade e no infinito do seu amor, pudesse me dar uma luz, um norte, qualquer coisa que me oriente? Bom, fica ai meu pequeno pedido ta. Desde já obrigada.
Senhor Deus, se eu chorar baixinho, escondida dentro do quarto, o senhor segura a minha mão? Eu sei que o senhor sempre segura. Chorar pode, não pode? É que as vezes pesa tanto aqui dentro que eu não consigo controlar o choro. E pesa tanto... E dói tanto... E eu acabo chorando tanto. Queria pedir mais uma coisinha, posso? Quando eu chorar demais, me faz dormir, por favor! Eu sei que o senhor sempre faz, é só pra reforçar. E ai, quando eu dormir, me faz ter um sonho bom, só pra aliviar mesmo o peso aqui dentro do peito que faz doer a alma e o corpo todo.
Ultimamente Senhor, parece que tudo dói, tudo machuca e magoa. Parece que eu perdi o encanto, que a vida ficou cinza. E eu só choro, e eu só penso em dormir.
Chorar baixinho pode né? E o senhor vai estar do meu lado, ok? E ai vai me fazer dormir pra aliviar o que eu tô sentindo, certo? Bom, então eu vou soltar o computador pro Senhor pegar minha mão e me fazer dormir. Obrigada Senhor Deus, apenas por segurar minha mão e me fazer dormir. Obrigada por habitar minha alma e me preencher com todo o teu amor. Amém!


Até Breve,
Ass.: A Dona das gotas de Marfim.

domingo, 2 de outubro de 2016

Perdeu o sentido...


Outubro, 2016.

{texto enviado por um amigo que precisava desabafar}

Não existe cordões em mim...

Bem, eu achava que não existiam, mas eles existem.
um dia eu desisti completamente dela, e de verdade eu realmente me senti aliviado. E como ela era chata, como ela insistia em coisas chatas e como ela estava me fazendo infeliz. Ah, simplesmente cansei e desisti dela. E ela, chata, continuou insistindo.
Eu fiz tudo sabe, tudo que eu queria fazer. Sai beijando todo mundo, pegando todas, bebendo todas e nem liguei pra ela. Porra, ela é adulta né? Ela supera. Eu fui um completo idiota, pisei no coração dela sem nem perceber que era o coração dela. Eu fiz com que ela me odiasse, e pra ser bem sincero eu realmente não estava nem ai pra ela. Até que um belo dia a farra deixou de ser legal, parecia que sei lá, eu tinha cansado. E eu a vi feliz, com outro rapaz, que provavelmente a ama, que a trata bem e que faz pra ela tudo o que eu não fiz ou não quis ser. Eu soube que Ela deixou de ser divertida, tem medo de se apaixonar, tem medo de sofrer, se falam de mim ela chora, tem raiva. E criei um monstro, sem nem perceber. Mas foda-se né? Esse problema já não é mais meu, afinal, ela era chata não é mesmo? Ela estava me deixando infeliz né, e isso é meio que inaceitável...
O que é realmente inaceitável é que eu sinto falta dela todos os dias, me dói vê-la beijar o outro cara e chamá-lo de amor, dizer-lhe "eu te amo". Sinto falta da risada dela, de como ela me conhecia... Eu sinto falta da chatice dela, que nem era chatice, era preocupação, cuidado, sei la. Eu sinto falta... Dela.
Enfim, eu vou seguir em frente. Vou deixar ela ser feliz, ela merece né? Eu a fiz chorar tanto, que acho que talvez esse seja minha forma de pagar. Eu não imaginava que sentiria tanta falta, eu nem se quer imaginava que realmente gostava dela. Que louco isso. E também não imaginava que pensaria nela todos os dias e que ia pedir pra voltar no tempo.
Eu tenho que deixa-la ser feliz né? Talvez seja o mínimo que eu possa fazer pra que ela me perdoe.

Você sabe quem eu sou.
Obrigada por me ouvir tão gentilmente.



{Eu disse que era de um amigo... que escreveu pra uma amiga}

Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Eu, um bolo e o espelho de Ojesed




Agosto, 2016.

Mais um agosto, mais um ano... Quantos anos faz? Quantos anos ja seriam nossos? Ou quem sabe, quantos desses não seriam mais nossos, porém, ainda seriam seus... Ainda são seus, ainda são nossos.
Eu sempre digo que eu estou bem, que faz muito tempo. Eu consegui mentir pra mim mesma e segurar a lagrima que sempre cai no mes de junho. E eu fui forte. Sim, e como eu fui. E eu segurei a segunda lagrima, a que sempre cai em agosto. Mas hoje, bom, hoje, as duas resolveram cair na frente de todos. As suas duas gotas de marfim, as minhas gotas, as nossas, somente nossas.
E elas caíram com um único proposito lembrar que sempre serão nossas, e ninguém as tirará de mim.
Mais um agosto, mais um ano, mais uma vela... E mais uma vez eu sozinha, assoprando a vela por nós dois. Feliz aniversário criança, assopre e faça o pedido, onde quer que você esteja!


Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

sábado, 14 de maio de 2016

Brother, mais uma, Por favor!


Maio, 2016.

O mesmo bar, o mesmo horário e o mesmo drinque. Estou aqui, escrevendo a uma jovem que me enviou uma questão, e atenciosa que sou, vou responde-la! a questão caríssimos, é nada mais nada menos do que o de sempre; questões amorosas. O de sempre, amores mal resolvidos.
E eu só tenho a dizer a essa querida que me procurou uma simples coisa: Xadrez! Exatamente isso, jogue xadrez! Não sabe jogar? Muito simples, aprenda! O xadrez é muito fácil, você só precisa conhecer as peças e saber como usá-las/manuseá-las.
Então vamos lá os peões são serviçais, prontos pra defender a corte. São a chamada linha de frente na batalha. Depois temos as duas torres, a do rei e rainha, que claro, servem como representação ao castelo; ao lado das torres, os cavalos que são a guarda do castelo e da corte, os bispos estão ao lado da realeza pra aconselha-los e ai chegamos ao Rei e Rainha. O Rei, a peça mais importante de todo o tabuleiro, a Rainha, a mais poderosa! Todos, ate a rainha, tem um único objetivo: proteger o Rei.
Então, saiba usar os peões, as tores, os bispos e cavalos. Seja poderosa como uma rainha que protege seu rei e os interesses do reino a todo custo. E lembre-se, o jogo so acaba quando você da xeque-mate, mas você pode muito bem dar uma leve paralisada com um xeque! É tudo questão de estratégia, é tudo um jogo. Quem sabe jogar, ganha. Quem não joga, xeque-mate!
Se você entendeu o jogo de xadrez e a sua relação com o amor, parabéns! Se não, volte e leia de novo!
Por enquanto eu só preciso de mais 5 doses, e já já estarei dizendo: Xeque-Mate!

Atenciosamente,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Olhos de Creta


Abril, 2016.

"Sossega, espia, nada mudou, mas faz diferença. o que era demais apenas sumiu; e a despedida virou um novo e melhor inicio. Quem um dia sofreu não sofrerá mais, entretanto quem não amou agora amará!"

Isso não é meu, mais eu li isso em uns olhos verdes que eu vi em Creta. Achei bonito e quis compartilhar
Dedico aos Olhos de Creta!

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Pater Noster qui es in Caelis...



Abril, 2016.

É uma linda manhã de sexta, pra uns o merecido descanso, pra outros apenas mais um dia pra trabalhar, ou melhor, o ultimo dia antes do fim de semana.
Os finais de semana... Eles tem sido bem agradáveis de uns tempos pra cá, isso eu realmente tenho que confessar! E agora é a hora que eu me vejo parando de escrever por que pensei na companhia agradável, doce e sutil que eu tive nos últimos finais de semana. Claro, não serei aqui hipócrita e direi que foram bom simplesmente por serem "sábados" e "domingos", é logico que isso é um ponto altamente favorável quando falamos em coisas agradáveis. Mas vamos combinar quem um certo rapaz de olhos amendoados ajudou pra que tais finais de semana tivesse um açúcar a mais no final das contas.
E mais uma vez eu paro de escrever, não por lembrar ou pra sorrir feito besta quando lembro das partes engraçadas, e sim pra fazer a unica coisa que tenho feito repetidamente e quase que de forma compulsiva nos últimos meses. Eu apenas parei pra fechar os olhos e pedir a Deus que o proteja, que o guie, que o afaste de mim. Pedir que o senhor atenda o meu pedido de não me deixar mais sofrer! Pedir pra que ele sempre olhe por Ele, onde que que ele esteja, fazendo sei lá o que, com sei lá quem, sabe-se la onde.
Eu sempre faço pequenas orações pra ele. E tudo me faz lembra-lo. E a cada lembrança, uma pequena oração, uma pequena prece, um pequeno pedido de proteção.
E de uns tempos pra cá, eu faço orações pra mim. Peço que o coração não acelere ao vê-lo. Fico pedindo pra eu ter ele apenas como ele tem. A distancia, com frieza, sem sentir falta. Talvez assim eu não sofra se um dia parar de orar e algo lhe acontecer.
uma vez eu escrevi que "Queria deixar claro a indignação de uma mulher que lutou até a ultima ponta para não se apaixonar. Que afastou de si todas as mil e uma faces do maldito amor. Essa mulher um belo dia resolveu então pedir trégua e assumiu que estava de veras apaixonada, e pra quê? Pra ser esquecida como uma flor que começa a murchar, pra sentir saudade e sofrer por alguém que... " Pois bem, antes que isso aconteça, eu estou aqui, de joelhos, com o coração todo aberto a Deus pedindo lhe humildemente duas pequenas coisas: Proteja ele Senhor Deus, de tudo de mal que possa lhe acontecer e Proteja-me meu Senhor de gostar dele, Amém!



Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Marinheiros



Fevereiro, 2016.

Corrija-me, apenas se eu estiver errada.
Ele chegou, lhe roubou sorrisos, lhe deixou com o rosto corado. Fez seu coração acelerar, roubou-lhe um beijo na mão ou no rosto e partiu. No dia seguinte, mensagens ou ligações, chocolates ou bilhetes, fotos ou convites, apenas uma pequena forma de ser lembrado e de lhe arrancar mais sorrisos sem graça na frente dos que de nada sabem. Na noite a conversa foi bonita, foi serena, foi convidativa. Ele lhe roubou um beijo, lhe deu carinho, lhe prendeu em abraços e fez aquilo parecer balé clássico bem ensaiado. Ele disse que você era única, fez cara de espanto em alguns momentos, sussurrou ao pé do ouvido palavras profanas, exibiu a cara de feliz e fez você crer que é uma deusa e ele um mero mortal que necessita de você naquele momento pra ser completo, e que aparentemente, como todo bom mortal fiel, lhe fara orações diárias e não esquecerá a fé e o encanto depositado em sua Deusa. E ele não voltou. Ele lhe magoou, ele fez o que antes era sorriso virar lágrima. Ele é marinheiro, fazer o que.
Ela bem de leve mexeu o cabelo, e você a notou. Você se apresentou e ela sorriu. A conversa foi bonita e suave, parecia água correndo entre os dedos. Meio de susto ela viu que passava da hora, lhe abraçou e se despediu. Ela aceitou o convite, retribuiu o bom dia, mandou foto pra você tê-la por perto e não sentir falta. Ela cantava como sereia, os olhos lhe hipnotizam e você feito bobo ia se enrolando mais e mais naquela teia. Ela lhe disse que você era único, mostrou olhares perigosos, lhe deu beijos maliciosos, contou segredos escuros. Fez você acreditar que era um deus, e ela uma mera mortal rendida e completamente enebriada pelo seu poder, pela sua força, pela forma doce como conduzia aquilo que de tao bonito parecia tango. E você a viu dormir, completamente linda, despida de qualquer sentimento mal que exista. Só ela, envolta no seu mundo de sonhos. E ela saiu, sem dar bom dia, em tom arrogante, apressada e sem despedida. Ela é marinheira, isso acontece.
Mais uma vez, me corrija, caso eu tenha errado. Nem se quer percebemos, mas viramos todos marinheiros de amores em todos os portos. Um amor, como diria Vinicius, eterno enquanto dura. Uma chama rasa, que logo se apaga e ficou pra trás, antes fogo alto, agora só cinzas mornas. E assim, vamos espalhando amor, beijos, abraços. Vamos sendo marinheiros sem nos dar conta. E o pior não é ter um amor em cada porto. O que de veras é ruim, é o rastro de destruição de sentimentos que teremos no nosso caminho. Porém, de que importa, amanhã iremos embora! Afinal, somos marinheiros!


Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim

domingo, 31 de janeiro de 2016

Just, Buh!



Janeiro, 2016.

Ei moça, eu vi você sabia! Eu vi você de longe, em uma foto, bonita por sinal! Sim a foto era linda, e você sabe o por que moça? Por que o seu sorriso roubou toda a luminosidade da imagem pra você. O seu olhar capturou toda a alegria daquele dia e seu rosto refletia paz e felicidade de um coração, antes triste, agora cheio de paz, cheio de você, moça!
Moça, você sabia que a alegria lhe deixa bonita? Sim, a mesma alegria que lhe é roubada todos os sábados a noite quando insistes em atuar de feliz quando na verdade estais atormentada. Atormentada pela insegurança, pelo medo, pelo não gostar, pela solidão e por um adeus que nunca foi dado e que sempre assusta só de ser lembrado.
Seu sorriso tá bonito moça, e como tá! Você sorri de feliz, de amada, de liberta, de viva! Sim moça, você sorri por que percebeu que esta viva, e isso não é bonito? E exatamente bonito assim como seus olhos, assim como seu sorriso assim como seu jeito de moleca danada que faz bagunça escondida só pra não ser castigada, mas que ri e zomba daqueles pensam que podem te controlar e te manter trancada. Mal sabem esses tolos que, almas libertas não podem ser aprisionadas, nem por correntes, nem por grades e muito menos por amor disfarçado de amarras.
Moça, escuta só mais uma coisa: não perde o riso não. Não deixa sumir a sua graça. Você é bonita moça, você é cheia de graça. Você é, apenas, moça liberta e danada!


Ate Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

E é aqui onde a gente para!



Janeiro, 2016.


E a cá estamos mais uma vez, nessa nossa louca brincadeira de ciranda onde só ficamos rondando um ao outro e nada fazemos.
E aqui esta você nevoando meu pensamento com uma risada que insiste em ser um vislumbre do que um dia foi sem ter sido, que foi desejado e que foi largado antes que pudéssemos dizer amém um ao outro e pular pra parte legal do nosso filme, que era pra ser longa e virou curta-metragem.
E ai você me toma os sentidos, me rouba a sanidade, sequestra meu pensamento e torna-se senhor da minha risada contida, do riso comedido e escondido no canto da boca quando lembro seu jeito de esconder o que sente, de fingir nao ter raiva e de ser escancaradamente carinhoso quando (e sempre que) quer.
E ai estou eu, mais uma vez me expondo, sendo de novo exagerada como o signo ordena, e com a certeza de que lhe roubei dois sorriso, uma surpresa e um rosto corado, talvez pela saudade, talvez pela duvida ou até mesmo corado pelo simples fato de ser eu lhe usando como minha inspiração secreta.
E é aqui, é exatamente aqui onde damos um freio, onde lembramos quem somos, o que escolhemos, o que devemos e o que nao podemos. O que não podemos... infelizmente (ou felizmente, é só questão de ponto de vista), é o que mais queremos!


Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Eu digo: me devolva o que tirou daqui!




Janeiro, 2016.


E ai você chegou.
E você chegou assim, e ficou assim, e me amou aqui!
Bem aqui você o achou, e como se achasse algo a muito perdido e a pouco encontrado o agarrou, o abraçou e tomou para si como se fosse seu. E sem que eu percebesse você já estava com ele nas suas mãos. As mesmas mãos que carregam uma marca pesada que a muito se instalou e que você pouco importa de esconder. A mesma mão que o segura tão pequeno, tão indefeso e tão cansado de chorar trancado e a sós, essa mesma mão mostra toda a crueldade que carregas, de apenas querer brincar, de apenas querer usar. A marca nas mãos se torna evidente e você me tira a duvida sobre elas pacientemente como se tal fosse normal, e ai sem que eu me desse conta você o levou embora.
E ai você o roubou, sem que eu percebesse, assim o levou.
Numa noite eu vi o pequeno baú aberto e solitário largado em um quanto do quarto e o susto se apoderou de mim e governou meus sentidos guiando-os para a pergunta insistente: onde ela esta? tão pequeno, tão magoado, tão fragil! Quem o levou?
E pra que você o levou? pra ornar o seu altar particular?
E ai você some, e me devolve ele. De novo o tenho em minhas mãos, e agora devidamente trancado dentro do baú, de onde seu choro não incomoda a ninguém. Lá é o seu lugar, onde nao possa se magoar.
E aí você voltou, e ele se alegrou. Falsas promessas, ilusões criadas e eu pergunto: pra que? Qual a sua intenção?
E eu ascendo uma vela e faço uma oração a cada vez que meu pobre coração se alegra com suas rápidas chegadas e partidas, eu rezo pedindo proteção sempre que você demonstrar me querer. Oro compulsivamente e acendo mais velas a cada vez que você resolve pegar em suas mãos esse pobre coração.
Só um ultimo pedido, ou você resolve cuidar ou me devolva o que tirou daqui.


Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim