
Março, 2013.
"Eu sei, prometi pra mim mesma que não tocaria mais nesse assunto.
Tentei silenciar o que aconteceu e fingir que "está tudo muito bem".
Por que você não segurou minha mão quando disse que seguraria? Por que me deixou cair?
Você estaria me esperando, você sempre esperava... Você sempre queria mais um abraço, sempre um beijo a mais, o "último" beijo. E por que sem mais nem menos não quis mais?
O oxigênio acabou e não houve mais combustão? A sede foi saciada quando ainda existia muita bebida?
Por que você me viu cair e não fez nada?
Se dói em mim também dói em você...
O pior de tudo é saber que ainda estou com o braço esticado, esperando gentilmente que você segure a minha mão como havia prometido.
Um dia eu sei que você vai segurar com força, me abraçar e pedir desculpas por ter demorado. E como uma boba eu vou dizer que tudo bem, que você não demore mais, e então sairemos abraçados do nosso jeito. Um dia... Nesse dia eu vou acordar e ver que só sonhei. E que não, você não voltou pra me segurar pela mão e muito menos pedir desculpas. E quando eu sair de casa vou dar de cara com você e vai doer muito, muito mesmo, ao ponto de eu não segurar o choro, e você sabe o por quê? Por que você vai me tratar como trata os outros, com um simples e seco: "Oi".
Enquanto eu não cansar, o maldito braço continuará esticado na sua direção... Enquanto eu não cansar..."
Texto que eu encontrei em um baú velho, mas que me vez lembrar coisas boas... E como diria uma musica que eu ouvi, coisas boas são saudades. E saudades o que são?
Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim