quinta-feira, 30 de junho de 2011

ô Comandante, desce mais uma, hoje é por minha conta!

Junho, 2011.

Ultimo dia do mês e nada de novo no reino da Dinamarca.
Olha, eu juro como eu fiz algo de muito ruim na encarnação passada, se é que existe esse negócio de encarnação, de uns tempos pra cá to tão desacreditada em tudo. Mas enfim, retornando ao assunto inicial, eu acho que fiz algo de muito ruim, só pode, afinal por que eu estaria sendo tão castigada?
Das duas uma, ou Deus ta me fazendo pagar por tudo de mal que eu ja fiz, seja nessa ou em outra vida, ou então ele finge que eu nao existo.
Por mais estranho que pareça eu consigo rir de toda essa situação. Isso chega a ser meio patético!
Tudo começa como um conto de fadas... Essa é boa, vou dar belas gargalhadas.
Vamos lá, eu descrevo como uma história ou como uma lista? Ah listas são legais, me ajudam a me organizar... Mas acho que aqui não cairia bem, então vamos iniciar de uma vez por todas.
Como eu havia dito, tudo começa como um conto de fadas. Tem uma mocinha, e chega um príncipe encantando, existe uma bruxa má (conhecida popularmente como Saudade), um reino distante e um amor que tinha tudo pra dar certo... Porém não existe fada madrinha e o cavalo branco tem uma potência arrebatadora... Pois bem, a combinação: falta de sorte + ausência de fada madrinha + velocidade+ distância = Conto de Fadas sem Fadas e sem final feliz. E você sabe por quê? Por que me tiraram o príncipe encantado.
Doeu, e ainda dói a sua falta, porém me levantei, sacudi a poeira e pensei: "bola pra frente..."
Parecia que eu tinha achado um segundo principe... Eu tava enganada, não passava de uma pessoa egoista, preocupada somente com o seu bem estar e com interesse só no seu prazer. Com esse "príncipe" eu nao estava em segundo plano e sim em quinto. Mas, resolvi mudar e me libertar daquela vida vulgar... Poético não? eheheh.
Quando eu acho que tá tudo sob o meu controle, tudo caminhando pro rumo que eu quero aparece um marinheiro que navega por águas do destino.... Não acreditei, era tudo o que eu sempre quis, mas quem disse disse que o tal marinheiro me queria? É caro leitor, rapadura é doce, mas num é mole não.
Depois de mais um tombo eu me reergui como um cavalo novo, forte e bravo. Doce ilusão a minha achar que agora iria dar certo. Acho que eu sou o brinquedo preferido do Destino. Certeza que ele se diverte demais comigo.
Pois bem, depois de tudo isso me aparece mais um príncipe, que de encantado tem tudo, até castelo com princesa dentro. E sabe o que é o mais engraçado de tudo isso? Agora vocês vão rir. O mais engraçado é que eu não procurei nada disso pra mim. Nunca desejei confusão. Desde o início sabe o que eu realmente desejei?
Desejei, pedi, implorei a todos os anjos e santos, fiz promessa, oferenda pra conseguir só uma coisa: que meu primeiro príncipe, meu príncipe de olhos verdes, não fosse embora antes de mim. Mas fui atendida ? Não.
É por isso que hoje eu vou chutar o pau da barraca, e dizer: Chefia, desce mais uma que hoje é tudo por minha conta.
Cansei de tentar entender por que todo mundo tem direito a uma vida normal e eu não. Desisti de entender por que toda mulher tem um príncipe encantando e o meu, Deus me tirou. Juro como essa foi a última vez que tentei encaixar as peças e ver sentido nas coisas que me acontecem.
Queria muito rir, mas ainda nao achei outra pessoa pra por a culpa.

" Senhor Deus, em prece eu te peço e suplico, devolva-me o homem que levaste.
Devolva-me, inteiro ou em parte. Humildemente Senhor, eu suplico, dê-me a chance de só mais um abraço apertado, um beijo roubado e um sorriso estampado. Se não poder me conceder esse pedido Senhor, dá-me pelo menos um sonho? Se for impossivel o que peço Senhor, então eu me conformarei, porém, pedirei mais uma coisa: dá-me uma vida normal, com um amor normal, alguém que eu possa chamar de meu?
Amém. "

Até Breve,

Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

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