
Abril, 2012.
Eu lembrei do seu sorriso, e como ele é estranho!
Comecei a rir quando recordei-me do seu nariz, sempre achei ele feio, mas é engraçado.
Fiquei abobalhada me divertindo com as peripécias, as traquinagens, as insanidades, os pregos de gasolina, os pneus furados, as falhas do motor e como era divertido o desespero. Claro, depois que passa a gente ri.
Eu lembro da sua gargalhada com as minhas tapadices, com o meu jeito completamente desajeitado e brincalhão, jeito de gente que não consegue falar nada serio com ninguém por que prefere perder a amiga do que perder a piada.
Lembra quando eu quase te fiz bater o carro? Lembra quando eu ti fiz esquecer de coisas importantes? Lembra também que um dia eu te dei um susto enorme, e você toda atrapalhada sem saber o que dizer ao telefone. Você é patética.
Uma vez te arremessei um tijolo... E você, completamente sem noção, me jogou beijos e mais beijos. Ah, só você.
Essa chuva, que insiste em cair e acabar com planos para um domingo ensolarado, me fez lembrar das circunstâncias adversas que nos forçaram a uma inegável revisão de critérios e valores!(trocando em miudos: as coisas que nos fizeram dar pra trás, meia volta volver, desistir e por ai vai.)
Eu te prometi o sol, isso eu sei. Ele tá raiando atrás de você. Como eu disse, eu te prometi o sol, mas não posso fazer nada se ainda insistes em viver em meio a escuridão dos dias claros. Você é a Baronesa que está faltando e esse vestidinho branco não combina com seu tom de pele, prefiro vê-la com um tom Carmim.
Até breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.
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