sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dolce Venezia.


Julho, 2012.

Veneza... Sempre doce e bela Veneza.
Talvez a cidade mais linda de toda a Itália. Com seus canais, banhada por um mar enebriante e marcada por histórias que só acontecem em Veneza. Talvez a mais hipnotizante cidade da Europa, com seus encantos, desencantos, segredos, paixões e principalmente seus carnavais.
O carnaval de Veneza é... Bem,... Como posso dizer...
Antes de mais nada, uma pergunta: Já conhecestes Veneza? Ou melhor, refaço a pergunta: Já teve a honra divina de festejar um carnaval em Veneza?
Antes que respondam caros leitores, contarei uma história. Como eu já havia dito, uma dessas histórias que só acontecem em Veneza.
Era noite. Uma noite lindíssima com uma lua estupidamente perfeita, um mar alucinante e o som das musicas chegava a ser psicodélico. Uma certa vez, um alguém, agora me falha a memória, me disse que Se tivesse de procurar uma palavra que substituísse "música" poderia pensar em "Veneza". A Celebre frase é completa e absurdamente perfeita.
Pois bem, continuando, estavam todos naquela festa deliciosa. Talvez o mais encantador fossem as fantasias e as máscaras. Ah as máscaras... Parece que as mascaras e a cidade andam num tom certo. Completam-se num tom majestoso, perfeito e harmônico!
Em meio a milhares de pessoas uns olhos me chamaram atenção. Aqueles olhos me fitaram de um jeito que me paralisou. Um olhar estonteante, um olhar sedutor.
Naquele momento a musica tocou em um som mais baixo, parece que o mundo girava mais devagar, só existíamos nós dois ali. Nós aproximamos e dançamos, sem desgrudar os olhos um do outro.
Seu cheiro de perto parecia uma alucinação a beira da morte, sua respiração ofegante como um gemido agonizante de prazer e a sua pele... Uma pele branca, tão pura como a porcelana e tão misteriosa como a Lua que nos admirava dançar. Nos olhamos a noite toda, dançamos, sem se quer dizer uma palavra. Parecia desnecessário gastar o tempo com palavras que seriam talvez inúteis.
Ao fim da noite, você arrancou minha mascara de um jeito violento e extremamente sutil, se é que isso pode existir. Admirou a face que via por trás da máscara por alguns segundo e me roubou um beijo. Aquele beijo em Veneza... Alguns segundos ou minutos que pareceram uma eternidade deliciosa. Um beijo violentamente único, absurdo, um roubo em toda a sua perversão, um sonho com todo o seu esplendor e um desejo, o mais carnal e humano dos desejos.
Um adeus e adeus.
Não sei seu nome, não vi seu rosto muito mesmo sei de onde era. Na verdade não sei o que me deixou mais alucinada, se era seu cheiro, sua respiração ou o toque de sua pele. Talvez os seus olhos tenham sim me hipnotizado.
Se me arrependo? Nunca!
Se sinto falta? Talvez...
Se gostei? Tirem suas próprias conclusões caríssimos.
Como eu disse, são histórias que só acontecem em Veneza.
Aah, como dizem os italianos... Dolce Venezia.

Até Breve.
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

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