
Janeiro, 2012.
Entrei em nossa casa. Olhei ao redor, lhe procurei em todos os lugares, por cada pedacinho do nosso apartamento e não lhe achei. Eu me encostei na parede pra me apoiar, talvez me faltasse força pra acreditar. Fechei os olhos, respirei fundo e pensei: bola pra frente! Fui até nosso quarto, e doeu muito ver cada coisa em seu lugar, cada artigo de decoração no lugar que nós tinhamos planejado. Sentei em nossa cama e de novo fechei os olhos e respirei fundo. A dor não foi de forma alguma aliviada.
Desabei em lágrimas lembrando de nossos momentos, das horas de desespero, das horas de alegria, dos apelidos engraçados, dos filmes que vimos juntos, enfim... De tudo!
Sei que não posso fazer o que estou fazendo. Sei que é egoismo não deixa-lo em paz. Sei que o que faço é desnecessario, afinal ja se passam varios anos desde que você se foi.
Já tentei encontrá-lo em bares, esquinas, ruas desestas ou cheias de gente. Em praias, serras, carnavais e feriados e sei que foi em vão.
Um dia, e esse dia há de chegar, eu sei que a saudade diminuirá e a dor também. Mas sabe quando dói no fundo da alma?! Então...
Eu sei que o faço sofrer por me ver sofrer... Mas é que sinto tanta saudade de seu abraço e de seu jeito doce de me tocar. É que faz tanta falta que chega a machucar.
Um dia... E esse dia há de chegar, quem sabe eu o deixe em paz.
Um dia talvez, eu o esqueça. Talvez quem sabe só me restem lembranças. Infelizmente, é em nossas lembranças que eu me apoio pra me reeguer de uma pancada. Infelizmente, é em você que eu me apego nas horas de desespero. E até quando? Só o Tempo poderá nos dizer.
Um dia... E esse dia há de chegar.
Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.
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