
Abril, 2012.
"- Mãe, eu tô com uma duvida, me ajuda?
- Claro, mas o que houve?
- É que uma vez eu fiquei paralisada por um certo alguém. Senti medo de sofrer, tremia quando pensava nele e sentia calafrios quando ele passava perto de mim. Senti uma coisa estranha, que nunca tinha sentido antes por ninguém...
- Que coisa estranha era essa??
- Ah, num sei explicar direito, um vazio, uma sensação de perder sem ter perdido e de ganhar ser tem premio algum em mãos... Mas quando eu o via novamente aquilo que eu sentia era minimizado... Eu não sei direito não mãe, nunca tinha sentido antes e nunca mais voltei a sentir depois...
- Entendo... que mais tens a me dizer...
- Mãe, quando é que a gente sabe que tá amando?
- A gente sempre sabe quando ama e quando somos amadas. Difícil é saber quando não amamos, é quase impossível diagnosticar o mal do qual padecemos...
- Que mal mãe??
- O mal de não amar e se prender e de se prender achando que é amar..."
Texto em homenagem a duas jovens, mãe e filha, que vi conversar em um fim de tarde à beira-mar. Não pude deixar de prestar atenção à conversa das duas enquanto tomava meu chá gelado naquele dia quente, até por que eu também tinha essa duvida. Afinal, como é que a gente sabe que ama? Aceito sugestões, talvez volte a encontrá-las e eu respondo a duvida da mocinha simpática que me pareceu sentir-se na duvida sobre quem ama...
Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.
Dei valor!
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