
Agosto, 2011.
É tarde da noite. Ja virei e revirei de um lado pro outro da cama. Pensei que fosse fome, porem o pudim na geladeira nao fez efeito algum. Talvez fosse calor, mas o banho não resolveu. Fui caminhar, no entanto a vontade ficar em casa me fez dar meia volta e retornar. O problema é que em casa eu fico mais perdida do que na rua.
Deitei de novo, não adiantou, o sono nem se quer passou por mim. De que me adianta olhar as horas? Elas não passam, os minutos parecem eternidades.
A Televisão é estressante, os filmes sem graça e a música parece entediante.
Olhei pro celular na doce ilusão de que ele tocassse e me peguei pensando: Toca por favor!
Que diabos é isso que está acontecendo? Parece que falta alguma coisa em tudo. A noite ta me consumindo. Não tem fim esse penar.
Chega, para com isso! Estamos tentando enganar a quem? Tomou proporções que não podemos mais controlar. Eu to louca pra te ver e sei que você também me quer ao seu lado. Vamo lá, chuta tudo, joga pra cima a vida e vem me abraçar. Cadê você que não tá aqui do meu lado?
Você sempre me vem com historinhas de "preciso de força". Caralhooo, eu to aqui te esperando, quer mais força que isso? Eu to aqui! E quando eu não estiver mais?
Poxaa, da pra respeitar o meu louco querer? É pecado querer ficar perto? Querer beijos sem trégua e sete mil léguas sem descançar? Faz o que tem que ser feito, deixa de ver a vida passar na tua frente e dar tchau.
Até quando você vai fazer isso, ver a vida passar e te dar tchau?
Foda-se o mundo, eu to admitindo e pedindo: Vem pra cá!
Eu sei, tô fudida, mas o que é que tem, joguei tudo pra cima da cerca de arame farpado e que se exploda o mundo.
Eu tô aqui, so num sei por quanto tempo.
Até Breve,
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.
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