sábado, 14 de janeiro de 2012

Na verdade, eu estou ótima.




Janeiro, 2012.

Eu sou assim.
E um dia me perguntaram se eu era "do contra", respondi que não, na verdade eu gosto de testar a paciencia dos outros. Me interrogaram uma vez sobre amor, se eu gosto de alguém, respondi que não, já sofri muito. Me perguntaram certa vez se eu sei mentir, afirmei que não, se eu soubesse a vida seria mais legal. Até que um belo dia me olharam no fundo dos olhos e me perguntaram: "será que você é um iceberg sem sentimentos?"
E sabe o que eu respondi? Eu respondi que não, não sou uma pedrinha de gelo. Respondi que sim, eu tenho sentimentos, sim, eu já amei, ja perdi quem amava e sofri por isso. Sim eu também já menti várias vezes, algumas delas até mentiras divertidas, outras nem tanto. Sim eu ja machuquei pessoas sem querer, sim, sou "do contra", aliás, eu sou teimosa. E nesse momento quem me fez a perguntou me olhou com um ar meio ironico e novamente me questionou dizendo: "Então, senhora sabichona, por que sempre estás com ares de "nada vejo" estampando nesse belo rosto? Por que sempre ousa estampar nesses labios um "sorriso de Monalisa"? E por qual motivo teima e responder sempre com um 'estou otima' quando não estás de todo bem?"
E exatamente com ares de "nada vejo" e "sorriso de Monalisa" olhei-le atentamente e lhe respondi: Por que estou otima assim. Na verdade meu bem, sinto em admitir, talvez pareça até um tanto quanto presunçoso de minha parte dizer que na verdade eu sou ótima, e posso lhe afirmar que sou otima em tudo que faço. Afinal, não é facil saber todos os dias que você estabiliza aquilo que há tempos e na verdade tanto sonha desestabilizar. Não é mentir com classe para os outros, e sim para si mesma. É necessario as vezes se fingir de pedra de gelo pra poder encarar de forma mais branda e suave a vida na sua mais perversa forma, quando ela teima em lhe mostrar que ela pode lhe derrubar. Sem sentimentalismo, o machucado dói menos."
E ainda há quem diga que sou tola. Talvez não seja. Dizem também que sou estupida. Um pouco as vezes, mas nem tanto. Insistem que não sei o que faço. Eu sei sim. Talvez os meus críticos não tenham entendido ainda o meu modo de perceber e ver as coisas que me acontencem, não tenham entendido como eu encaro e levo a vida. Mas não os recrimino, de forma alguma, até por que sei que tecnologia avançada nunca está ao alcance de todos, e quando está, já está ultrapassada. Simples.


Até breve
Ass.: A Dona das Gotas de Marfim.

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